17 março 2014

Entre o mel e o ferrão


      Hoje eu, definitivamente, entrei para o “guinness book” como a pessoa que foi acordada mais vezes pela dor de uma ferroada de abelha (dois é um número considerado grande em se tratando de ocasiões como esta)! Da primeira vez em que isto aconteceu, senti uma dor um tanto quanto mediana e o único pensamento que me ocorreu depois foi: caramba, abelha, doeu! Nesta última vez, ou seja, hoje pela manhã, uma abelha criada com as medidas de um besouro (se você tiver lido/assistido à saga “jogos vorazes” baseie-se no tamanho das teleguiadas, sim) resolveu me mostrar a sua extravagância. Como? Primeiro ela “depositou” seu ferrão em minha mão. Depois, não satisfeita com a dor absurda que havia me proporcionado, resolveu tomar meus cabelos, que deveriam estar em formato de uma colmeia (sabe-se lá...), como sua hospedagem! Sim, meus caros, ouvir aqueles “bzzzz’s” de perto é hiperultramegapower desconfortável!
      Passado algum tempo após eu ter pedido “socorro” a minha mãe e fugido do meu quarto, alguns pensamentos curiosos alojaram-se em minha mente.

      Asterisco um: levando estes fatos para um lado mais subjetivo.
Há algumas coisas que nos acontecem deixando sua marca aparente, seja ela mais forte ou fraca. E, mesmo que gradativa e incompleta, a compreensão do “outro” sobre o que está se passando com você é possível, afinal, ele está vendo, de fato. Tomando como exemplo a ferroada de uma abelha - Na primeira situação descrita por mim, quem olhasse para o local “atingido” veria uma região um tanto protuberante e, mesmo que não soubesse exatamente qual havia sido o “bicho” que teria causado aquilo, saberia, de certa forma, pelo que eu estava passando. Já na segunda, a minha mão continuou com a mesma aparência, no entanto, a dor foi muito mais intensa. O que eu quero dizer com isso? O desejo de ser onisciente se torna inalcançável justamente por essas oscilações de manifestação evidente dos acontecimentos. Nem sempre saberemos o grau da situação pela qual alguém está passando, porque nem sempre ela se manifestará “visualmente”. Deu pra sacar? Se não, fala comigo depois.

      Asterisco dois: significado das abelhas e conclusão.
Dentre as várias interpretações dadas às abelhas está a de que elas caracterizam o bem e o mal. O mel representa o bem e o ferrão, o mal! Vejam que é poético ao extremo quando “recebemos” da abelhinha o que representa o mal em seu corpo. “Ah, mas, Catharina, como ousas ter um pensamento absurdo desses? Receber o mal é uma coisa chata!”. Cara, pensa comigo, com esse “ataque” recebido vem junto a possibilidade da reflexão enérgica, de perspectivas mil e uma delas é a de que o malefício reverta-se! Se não fosse você a vítima, seria outra pessoa (possivelmente quem está por perto). Ou seja, podemos servir de escudos humanos para que outras pessoas não se tornem um alvo alcançado. E, depois de ter dito isto, proponho a você que imagine situações em que seria humildemente gratificante “atirar-se” frente ao outro.

       Bom, escrevi umas coisas viajadas, mas sempre esperando que alguém entenda. E por aqui eu saio, com a minha dor interna, que a abelhinha e tantas outras coisas me causaram.


      Obrigada, Filomena (sim, o nome da minha querida amiga integrante da família Apoidea), por este momento reflexivo a mim cedido. 

*Um beijo, um abraço e forza sempre!

Um comentário:

  1. Incrível, Cacá. Simplesmente, incrível. Sutileza e objetividade, tudo junto!

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