Um dia perfeito com as crianças

Aconteceu que ela tirou os fones de ouvido. Eu olhei e perguntei: queres ouvir legião, é? “Aham”


Nesses últimos dias, voltando de lugares com alguns integrantes da minha família, fiz parte de vários corais legionários incríveis. E era gente afinada, desafinada, mas a sintonia, ah, a sintonia. Cabeça pra fora do carro gritando, sendo livre ou simplesmente fechando os olhos e sentindo. 

É engraçada a nossa relação com as coisas que nos unem fortemente a alguém. Não é algo que se possa descrever bem. 
Se eu me perguntasse o que é legião urbana para mim aconteceria uma reunião dos Beatles e não teria respondido. Não é simplesmente o fato de se declarar fã, de gostar das músicas, de saber sobre a história da banda e dos integrantes. Talvez seja, mais ou menos, quando a gente se encontra na mesma harmonia do conjunto que compõe aquilo, seja uma banda, um time ou um livro. Só o ato de ouvir alguma música de legião me liga aos meus ideais, aos meus pais, irmã, tios, avós, primos, ao Renato, Dado, Bonfá, às minhas emoções...

Atos ou gestos simples que escondem suas complexidades.

Quem diria que, ao ouvir minha prima (irmã, amor da minha vida) dizer que tinha parado de fazer o que estava fazendo pra dedicar toda sua atenção à banda que exerce tanta influência sobre minha condição, eu pensaria nessa teia que as músicas desses caras criam entre mim e as pessoas que estão por perto (ou não)?

Com esse clima pesado de coisas não muito legais acontecendo por aqui e bem além daqui, eu fico feliz pra caramba por saber que pequenos acontecimentos ainda me fazem um bem danado.

“Podem até maltratar meu coração, que meu espírito ninguém vai conseguir quebrar.”

Sabe aquele negócio emo?! “Não sei o que falar, só sentir.” Hahahahah vamos dizer que se encaixa bem por aqui

Sejamos mais sensíveis!


E pelo dia de hoje:





Um beijo e força sempre! 

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