Vou deixar


Intencionalidade é uma farsa mesmo. Eu já tinha toda a imagem emoldurada da conversa que teríamos sobre o show que foi fantástico, engrandecedor e sobre como voltei diferente de lá. Cada um com o universo e suas artimanhas.  

Tudo começa num belo dia em que as pessoas falam sobre fatos que compuseram parte de suas vidas. E quem ouve sente na mesma intensidade, mas sob seu olhar subjetivo. O problema era que só existiam suposições sobre como e com quem eu iria ao show. Saí perguntando de que jeito eu faria e também me perguntaram sobre isso. Depois de eras e oras: Bia me esperaria, dentro do carro verde de capô desbotado, perto das árvores. Subi no ônibus, sentei no assento até encontrar. Desci do assento e levantei no ônibus pra tentar enxergar Beatriz.

Parecer invisível pode soar, em alguns momentos, como uma ideia reconfortante, em outros nem tanto. Não vi a menina por minutos e decidi voltar pra tentar ajudar a construir algum acontecimento, que num futuro não muito distante virasse uma história que fosse um pedaço de gente.

Acreditei e respeitei o sinal que me fez voltar e seguir um caminho diferente que desemboca em segundos importantes daqui pra frente.

Depois Bia disse que estava lá. Ela viu o mesmo sinal que eu e os carros paravam e andavam de acordo com ele. E só entendemos agora.

Invisíveis por uma causa.

O show deve ter sido fantástico, engrandecedor, nem fui e olha quem eu sou agora?







Uuh, é Legião!

Comentários

  1. o imediatismo do mundo contemporâneo causa desencontros impossíveis e, de certa forma, necessários

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