Vem pra qualquer um, qualquer hora





Enquanto eu pensava se queria escrever, sentia, a cada dia, os sentimentos misturados se multiplicando aqui dentro, buscando por saídas. Cada vez mais embaralhados, mas intensos e bonitos.

É estranho pensar que essa saudade toma como base tantas histórias de outras pessoas. O conto dos cosméticos, que mainha via lá dentro com tia Paula. Ou como o senhor se sentiu naquele dia na praia. Mas a pouca quantidade de memórias minhas são mostradas a mim, com uma frequência considerável, como tão fortes que as considero como combustível suficiente.

Aquela inconsciência da existência de finitude que eu tinha quando menor, que me dava a chance de olhar para onde eu estava e me sentir alguém inteiro. De não chorar na hora, de não conseguir ou não querer perceber que eu já era outra pessoa. Agora já sei mais de algumas coisas que não são necessariamente felizes. Mas essa ansiedade sufocante é amenizada de alguma forma quando olho para alguma foto de painho e percebo o quanto ele se parece com o senhor.


O tempo cresce e eu consigo te sentir cada vez mais comigo. De um jeito ou outro.

Marisa foi a convidada de Jô da semana passada. E eu conseguiria te representar com qualquer música de Nelson Gonçalves ou Fernando Mendes, mas era ao show dela que a gente sentava na sala e assistia. O 'Memórias, Crônicas e Declarações de Amor'. É o que eu guardo comigo.


O meu amor pelo senhor é teimoso e consegue chegar a qualquer lugar, em pouco tempo e numa quantidade absurda que só se expande. 

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